No mundo desencantado contemporâneo, as nossas dúvidas existenciais convergem para o absurdo, após o embate entre a metafísica/transcendência /religião e materialismo/razão/imediatismo. Deus passa a ser nós mesmos e a ambição pela realização de nossos desejos, ainda que fragilmente em direção à felicidade - fim último de nossa vida, conforme os gregos, em especial Aristóteles e Epicuro.
Porém, não saber lidar com o tempo, pela angústia de um vazio sempre a porvir, agindo de forma histérica, arrogante e consumista, só demonstra a incapacidade humana em medir as coisas e viver sabiamente. Na verdade, é apenas a inércia do momento agindo como a condutora de nossa fatalidade. Responde se somos autores ou protagonistas do destino?
Determinismo contra Livre-arbítrio contra Liberdade: não poder fazer escolhas, fazer escolhas entre limitadas (e muito) opções, ou agir da forma que julgar conveniente. Aconselhável via de mão dupla: O que Eu fiz com o que a Vida fez de Mim. Apesar de muitas vezes nos vermos como Sísifo, condenados a fazer um trabalho árduo impossível de vencer...
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Excepcionalmente:
http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI4383458-EI4801,00-Software+para+previsao+de+crimes+pode+nao+ser+uma+boa+ideia.html
(Link sobre um assunto que eu sempre quis argumentar, apesar de ser do portal Terra, concordo com o que foi exposto)
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Loucura
A loucura - para o louco a cura
A secura - após a sepultura
Mordedura - modelo linha-dura
Armadura - projétil se anula
Prefeitura - muita gente adula
Atadura - antes leia a bula
A conjura - conjunto que copula
Nas alturas - o crime me perfura
Coisas demais nunca me deixam em paz
A arte desfaz - projeto leva-e-traz
O artista me faz estas coisas a mais
Parte de trás que protege meu cais
O louco seco morde a arma
(O louco seco morde a arma)
No mouco beco perde a alma
Dura, dura? Travada feito mula
Pula, pula? Ninguém mais te atura
Jura, jura? Que um animal ovula
Pura, pura? Satisfaz tua gula
Dentro daqui não posso mais ter
Controle, ciência, dinheiro e poder
Dentro daqui não há como ser
P.S.: Assuntos desconexos em uma semana atribulada. Ainda farei da Loucura música, principalmente se vingar a banda em que eu adentrei. Infelizmente, é preciso ter foco em algo, mas é difícil abdicar de coisas que eu gosto de fazer, seria bom ser 3 pessoas ao mesmo tempo, uma só para o trabalho, outra só para o estudo, e outra para a casa e lazeres. Mas é mister a DRT em nós mesmos.
19 de abril de 2010
9 de abril de 2010
In a given sunday
Uma Psicologia
De Freud, sobre melancolia e luto
Da obsessão pessimista à perda o fruto
Superada pela literatura
Também por música ou, talvez, pintura
Nos ensinam a como levantar
Então, aprendemos a levitar
Sim, meu mundo inteiro pode cair
Mas eu não caio, não posso ruir
Há insegurança, por baixa auto-estima
Canções a contrapor a depressão
Desindividuar, essa obra-prima,
Consegue a cura e dispensa a sessão
Leveza – educação sentimental
Necessário desapego total
Apegos – depósito melancólico
Desejos degenerados em pólipos
Vento que tudo nos leva e nos traz
Induz a notar tanto esta presença
Quanto essa estranha ausência
Unidade mantenedora da paz
Exposição a traumas à parte
Sie traumen in dieser moderne Stadt
Teve a couraça psíquica adquirida
Mente insensível a choques da vida
Exigir dos outros a paciência
Sinal óbvio e claro da decadência?
Arrependeste?
Repita: ele não passa de um bosta
Esse alguém que você ainda gosta
Você não aguenta a indiferença
Preferia, pois, correspondência
No que se tornou o mundo atual
Só vê o pior, tudo lhe faz mal
Dos erros é apenas dele a culpa
No desabafo, então, tu deturpas
Fato, história que não foi ruim
Mas você diz que acabou assim
Por sua raiva tão acumulada
Do passado, agora, restou um nada
Antiga chama, não chama, ignora
Contentas-te em ter sido uma nora
E tentas, às tantas, dar o fora
Agora, chora, hora de ir embora
Isso não lhe retira o motivo
Repense este seu terrível crivo
Basta curar o orgulho ferido
Ambos os caminhos são compridos
P.S.: Por que não consigo pensar no futuro e fazer planos?
De Freud, sobre melancolia e luto
Da obsessão pessimista à perda o fruto
Superada pela literatura
Também por música ou, talvez, pintura
Nos ensinam a como levantar
Então, aprendemos a levitar
Sim, meu mundo inteiro pode cair
Mas eu não caio, não posso ruir
Há insegurança, por baixa auto-estima
Canções a contrapor a depressão
Desindividuar, essa obra-prima,
Consegue a cura e dispensa a sessão
Leveza – educação sentimental
Necessário desapego total
Apegos – depósito melancólico
Desejos degenerados em pólipos
Vento que tudo nos leva e nos traz
Induz a notar tanto esta presença
Quanto essa estranha ausência
Unidade mantenedora da paz
Exposição a traumas à parte
Sie traumen in dieser moderne Stadt
Teve a couraça psíquica adquirida
Mente insensível a choques da vida
Exigir dos outros a paciência
Sinal óbvio e claro da decadência?
Arrependeste?
Repita: ele não passa de um bosta
Esse alguém que você ainda gosta
Você não aguenta a indiferença
Preferia, pois, correspondência
No que se tornou o mundo atual
Só vê o pior, tudo lhe faz mal
Dos erros é apenas dele a culpa
No desabafo, então, tu deturpas
Fato, história que não foi ruim
Mas você diz que acabou assim
Por sua raiva tão acumulada
Do passado, agora, restou um nada
Antiga chama, não chama, ignora
Contentas-te em ter sido uma nora
E tentas, às tantas, dar o fora
Agora, chora, hora de ir embora
Isso não lhe retira o motivo
Repense este seu terrível crivo
Basta curar o orgulho ferido
Ambos os caminhos são compridos
P.S.: Por que não consigo pensar no futuro e fazer planos?
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