8 de dezembro de 2009

Inescapável ciclo

Ciclo é mania

Cíclico impulso ciclotímico
Ciclo virtuoso tornado vicioso
Sim, com cinco ciclos sinto

Irrefletida compulsão
O retorno é sem compunção
Do pulso, sua pulsação

Como um ciclone, em espiral
A repetição sem fim, sempre igual
Repete, repele; compete, compele

Reparar é sua mania
Intensa esquizofrenia
Diz a diarista, dia a dia

De novo, ele quer revolver
Neurose impele a negação
A evitar tomar o revólver
Sucesso, enfim se mantém são
Há regresso: o ato reatado

Paranóico e maníaco compelido
Por seus traumas infantis cumulativos
Apenas megalomania egocêntrica
Ciclos retornam e repetem, intensos
Pensos ou apensos; eu penso ou não penso


Amor e Reparação

Eu gosto de você,
Bem, melhor dizendo,
Gosto deste gosto

Separo, divido, estripo
Para o meu bel-prazer
Ah! Mas que sensação.
Posso me dizer feliz...

Mas o que estou a fazer?
Am I the Jekyll and the Hyde?
Eu não sabia ser sádico
Agora vou reparar-me,
Ou seria reparar-te?

Junto tudo como um cirurgião
Sem cicatrizes para você
Eles ficaram cravadas em mim.
- Agora você me ama?

Jogo-me aos seus pés,
Subtraio-me, puno-me
Sei que devo minha vida
A quem me trouxe felicidade

Você! Que, enfim, me possui.
Agora, sim, você me ama

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