3 de julho de 2014

Venta, vento, venta e retira a venda

Pedaços de Vento

Descanso na sacada
e apanho um pedaço de vento
O corpo invisível que me faz sedento
que me faz desejar,
Que sejam apenas as ciladas

Cabeça-de-vento
Sinto logo em meu ventre
a compulsória força da corrente d’ar
Impingindo apetites
nas entranhas pouco estranhas
Estou irresoluto
Brincando nas flutuações
dessas ondas que júbilo trazem.
Algum dia encontrarei
a minha inclinação?


De Guerra e Arte

Sendo máquina de guerra
o homem deve contemplar,
senão seu sentido encerra

Na arte a vida enceta,
pois a guerra é exata
e a beleza, incerta 


P.S.: Tentando ser profundo corro risco de incompreensão. Mas falar aos quatro ventos é praxe minha. Calma aí que tem mais um pouquinho de u.

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